"Prefiro que o meu silêncio soe como um acinte,
A ter de pagar pelas pungentes palavras pronunciadas.
As palavras ditas não por mim, mas pela minha soberba inata
No afã de sobrepor nossa razão às demais, à razão de todos:
- A razão que não existe.
E alimentando esse ciclo racional
Somos feridos por algo intangível,
Palavras que criam dores indeléveis, intransferíveis,
Podem ter um outro propósito, em outro lugar, para outro ser.
Quem sabe só nos resta submeter às contradições do Reino das Palavras,
Como nos ensina o Poeta das Sete Faces:
- Aceita-o, como ele aceitará a sua forma definida e concentrada no espaço."
Autor desconhecido
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